Biwin M560 2TB SSD: DRAM‑less, Alta Responsividade e Eficiência Energética
O SSD de 2TB da Biwin, baseado no chip SM2504XT da SMI, destaca-se pela velocidade de resposta e consumo reduzido, embora não seja o mais rápido em gravações pós-cache.

A ascensão dos SSDs NVMe tem impulsionado um novo ciclo de inovação nas unidades de armazenamento, mas poucos fabricantes ousam lançar um modelo DRAM‑less que ainda assim mantenha a competitividade em todas as métricas. Em meio a esse cenário, a Biwin anunciou o M560 2TB, um SSD que traz à produção o controlador SM2504XT da SMI com um conjunto de atributos que desafiam a lógica do mercado.
Para entender a proposta da Biwin, é preciso primeiro contextualizar a importância da DRAM em unidades de estado sólido. A DRAM, em geral, atua como buffer de endereços e tabelas de mapeamento, facilitando acesso direto às células de flash e, por conseguinte, reduzindo a latência. Contudo, a presença de DRAM aumenta tanto o custo quanto o consumo de energia. Quando um SSD opta por não incluir DRAM, o design do controlador deve incorporar algoritmos avançados de cache e gerenciamento de endereços que garantam a mesma rapidez de acesso.
O Biwin M560 2TB resolve esse desafio ao empregar o SM2504XT, um controlador desenvolvido pela SMI (Silicon Motion Inc.) que já é reconhecido por sua eficiência energética e capacidade de resposta. Segundo análises preliminares, o M560 apresenta latências de leitura de 30 µs e escrita de 35 µs, comparáveis a unidades de marcas premium como Samsung e Western Digital. Essa velocidade de resposta se traduz em experiências de usuário notavelmente mais fluidas em operações que exigem acesso aleatório, como lançamento de jogos, edição de vídeo e navegação em grandes bancos de dados.
Em termos de consumo, o M560 utiliza apenas 6,5 watts em carga máxima, 30% a menos que a média do mercado para SSDs de mesma capacidade. Essa redução no consumo é particularmente relevante para servidores de data center e dispositivos móveis de alto desempenho, onde a dissipação térmica e a autonomia da bateria são fatores críticos. A Biwin destaca que, com o design DRAM‑less, os custos de produção diminuem em cerca de 12%, permitindo que o preço final seja competitivo sem sacrificar a qualidade.
Apesar desses avanços, o M560 não alcança o recorde de gravação pós-cache que unidades de alta performance, como o WD Black SN850, estabelecem. Quando a memória cache interna (geralmente SRAM) fica saturada, o SSD recorre ao mecanismo de gravação direta em flash, que é mais lento. Nesse cenário, o M560 registra taxas de escrita sequencial de 1,8 GB/s, abaixo dos 2,4 GB/s de seus concorrentes. Para usuários que dependem de gravações intensas, como profissionais de edição de mídia 4K ou bancos de dados OLTP, isso pode representar um gargalo.
Comparando com o mercado global, o Biwin M560 posiciona-se entre os SSDs de média gama, oferecendo desempenho quase equivalente a modelos mais caros, mas com preço mais acessível. Em benchmarks de terceiros, o M560 fica entre 2.º e 3.º em rankings de velocidade de leitura, mas 4.º ou 5.º em escrita sequencial. Essa posição reflete o trade‑off típico de uma unidade DRAM‑less: alta eficiência e velocidade de acesso, mas limitações em cargas de trabalho pesadas.
O lançamento do M560 também tem implicações estratégicas para a cadeia de fornecimento de SSDs. A SMI, historicamente focada em controladores de alto rendimento para OEM, agora se posiciona como parceira de marcas independentes como a Biwin, ampliando seu alcance. Ao fornecer um controlador DRAM‑less, a SMI oferece uma solução que atende a nichos de mercado que buscam reduzir custos, algo que pode impulsionar a adoção de SSDs em dispositivos móveis de médio porte no Brasil e na América Latina.
No contexto brasileiro, a demanda por unidades de armazenamento de alta performance tem crescido com o aumento de serviços de streaming, jogos em nuvem e a expansão de data centers de pequeno e médio porte. A disponibilidade de SSDs eficientes e de preço competitivo, como o Biwin M560, pode acelerar a migração de sistemas legados que ainda usam HDDs, trazendo ganhos de desempenho e economia de energia.
Além disso, a adoção de SSDs DRAM‑less pode ser impulsionada por regulamentações ambientais que incentivam produtos com menor consumo energético. No Brasil, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010) já exibe diretrizes para a redução de desperdício eletrônico, o que pode tornar unidades com menor consumo de energia mais atrativas para empresas que buscam cumprir metas de sustentabilidade.
Para OEMs que projetam laptops, notebooks e servidores, o M560 oferece uma opção de alto desempenho sem a complexidade de gerenciar DRAM adicional. Isso simplifica a arquitetura do produto, reduz custos de produção e potencialmente aumenta a margem de lucro. Por outro lado, usuários que exigem a máxima taxa de escrita podem precisar considerar soluções com DRAM ou tecnologias de cache de alta capacidade.
Em termos de perspectivas futuras, a Biwin já anunciou planos de expansão da linha M, com versões de 4TB e 8TB que manterão o mesmo controlador. A tendência de crescimento da demanda por armazenamento em nuvem e big data faz com que a necessidade de unidades eficientes seja ainda mais acentuada. Se a Biwin continuar a aprimorar o SM2504XT, poderia eventualmente superar o déficit de gravação pós-cache, tornando a linha M560 um pilar de referência no mercado de SSDs DRAM‑less.
Em suma, o Biwin M560 2TB demonstra que a tecnologia de SSD DRAM‑less pode ser tão competitiva quanto suas contrapartes com DRAM em termos de velocidade de resposta e consumo de energia. Embora ainda haja espaço para melhoria nas taxas de gravação pós-cache, a proposta de valor – alto desempenho, eficiência e preço atrativo – posiciona o M560 como uma opção interessante para usuários e OEMs que buscam otimizar custos e consumo sem sacrificar a experiência de uso.
O futuro dos SSDs pode muito bem se consolidar em soluções DRAM‑less, graças à evolução de controladores inteligentes como o SM2504XT. Para o Brasil, isso significa acesso a tecnologias avançadas com melhor relação custo‑benefício, contribuindo para a competitividade de setores de tecnologia da informação e comunicação em nível regional e global.
Fonte original
Tom's Hardware








