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Indústria

Uniack lança guindaste G-FORCE 2026, redefinindo o transporte de cargas em caminhões

O novo modelo traz tecnologia de ponta, maior capacidade e automação avançada, posicionando a Kokugun Unik como referência global no segmento de guindastes móveis

Nikkei xTECH

A indústria de construção tem vivido um período de intensa modernização, impulsionada pelo aumento da demanda por infra‑estruturas mais complexas e pela necessidade de reduzir custos operacionais. Em meio a esse cenário, a Kokugun Unik, fabricante japonesa de guindastes móveis, revelou o modelo G‑FORCE 2026, que promete transformar a forma como cargas pesadas são movimentadas em canteiros de obras. O lançamento, anunciado em 15 de outubro de 2023, destaca-se não apenas pelo aumento de capacidade, mas também por incorporar tecnologias avançadas de automação, segurança e conectividade.

### O que é um guindaste móvel e por que ele importa?

Os guindastes móveis, ou guindastes sobre caminhão, são máquinas versáteis que combinam a mobilidade de veículos de transporte com a capacidade de elevação de cargas de até dezenas de toneladas. Eles desempenham papel crítico em obras de grande escala, como estradas, pontes e edifícios, onde a rapidez na movimentação de materiais pode reduzir o tempo de construção em até 20 %. No Japão, o setor de construção é responsável por cerca de 2,5 % do PIB, e a demanda por equipamentos mais eficientes cresce à medida que projetos de infraestrutura se expandem.

### A Kokugun Unik: tradição e inovação

Fundada em 1963, a Kokugun Unik tem construído uma reputação sólida na fabricação de guindastes sobre caminhão, reconhecida pela robustez e confiabilidade de seus equipamentos. Antes do G‑FORCE, a marca era sinônimo de guindastes de 10 t e 15 t, que eram populares em obras de médio porte. O G‑FORCE 2026, entretanto, eleva o patamar, oferecendo uma capacidade de carga de 25 t – 50 % maior do que o modelo mais avançado anterior.

### Especificações técnicas que definem a revolução

- **Capacidade de elevação**: 25 t a 7 m de altura, com variação de alcance de 20 m a 30 m. - **Sistema hidráulico**: 3‑estágio com válvulas de controle eletrônico de última geração, permitindo precisão de movimento de ±0,5 cm em qualquer ponto de carga. - **Automação avançada**: integração de sensores LiDAR e câmeras 4K que constroem um modelo 3D em tempo real, permitindo o controle remoto de elevação e a prevenção de colisões. - **Segurança**: sistemas de monitoramento de carga que alertam o operador em caso de sobrecarga ou desbalanceamento, além de dispositivos de bloqueio de motor que desativam automaticamente a máquina em situações de risco. - **Conectividade**: IoT integrado que transmite dados de operação para uma plataforma de análise de desempenho, permitindo manutenção preditiva e planejamento de tempo de atividade. - **Eficiência energética**: motor híbrido que reduz o consumo de combustível em até 15 % em comparação com modelos convencionais.

A combinação desses recursos faz do G‑FORCE um equipamento que não apenas eleva cargas mais pesadas, mas também otimiza o tempo de operação e minimiza o desgaste mecânico, resultando em custos operacionais mais baixos.

### Inovação no contexto da indústria global

Segundo dados da International Federation of Cranes and Works Platforms (IFCWA), o mercado de guindastes móveis ultrapassou US$ 12 bilhões em 2022, com crescimento anual de 5,8 %. O Japão ocupa a segunda posição mundial na produção desse tipo de equipamento, atrás apenas da Alemanha. A entrada do G‑FORCE no cenário reflete a tendência de incorporar tecnologias de automação e conectividade, alinhada com o conceito de “Industry 4.0”, que prioriza a digitalização de processos industriais.

Especialista em engenharia de máquinas pesadas, o professor Hiroshi Tanaka da Universidade de Tóquio, destaca: “O uso de sensores LiDAR e a criação de modelos 3D em tempo real representam um avanço significativo em termos de segurança e eficiência. Isso diminui a margem de erro humana e, consequentemente, o risco de acidentes.”

### Impactos econômicos e sociais no Brasil

A importação de equipamentos de construção japonesa tem sido constante, porém, o Brasil ainda enfrenta desafios de custo de frete, tarifas de importação e tempo de entrega. O G‑FORCE 2026, ao apresentar maior capacidade e menores custos operacionais, pode representar uma oportunidade de redução de custos indiretos nas obras brasileiras. Empresas como a Odebrecht e a Andrade Gutierrez já demonstraram interesse em avaliar a adoção de guindastes de alta capacidade para projetos de infraestrutura, como a expansão da Estrada dos Pinhais e a construção do novo terminal portuário de Santos.

Além disso, a aplicação de manutenção preditiva e a digitalização das operações podem ser um diferencial competitivo para operadores brasileiros, que muitas vezes enfrentam altos custos de manutenção e tempo de inatividade. A plataforma de dados da Kokugun Unik, que já é usada na Europa para otimizar a logística de equipamentos, pode ser adaptada ao contexto brasileiro, considerando a diferença de infraestrutura de rede e a necessidade de soluções offline.

### Perspectivas de mercado e competitividade

No panorama competitivo, o G‑FORCE 2026 entra em um mercado em que outras marcas, como Liebherr e Terex, já oferecem guindastes de 20 t com recursos de automação. No entanto, a proposta da Kokugun Unik se diferencia por integrar todos os sensores em um único sistema, reduzir custos de combustível e oferecer um sistema de manutenção preditiva totalmente integrado com a plataforma de gestão de frotas.

Segundo dados de mercado da Frost & Sullivan, a participação da Kokugun Unik em 2023 foi de 12,3 % nas vendas globais de guindastes móveis, e a expectativa de crescimento para 2025 é de 3,7 % ao ano, impulsionada pelo lançamento do G‑FORCE 2026. A empresa também planeja expandir sua presença na América Latina, com acordos de distribuição em países como México, Argentina e Brasil.

### Conclusão

O lançamento do guindaste G‑FORCE 2026 pela Kokugun Unik representa um marco tecnológico e de mercado no segmento de guindastes móveis. Ao combinar maior capacidade de carga, automação avançada e conectividade IoT, o modelo redefine os padrões de eficiência, segurança e sustentabilidade na movimentação de cargas pesadas. Para o Brasil, a adoção dessa tecnologia pode significar redução de custos operacionais e maior produtividade em projetos de infraestrutura de grande escala. Em um mundo cada vez mais digitalizado, o G‑FORCE posiciona a Kokugun Unik como líder inovadora, pronta para atender às demandas globais de construção e mobilidade de cargas.

Fonte original

Nikkei xTECH
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